Novas experiências e descobertas inesperadas
Amores que vêm e vão
Desencantos que se perdem com o tempo
E deixam a sensação que nada é para sempre
De resto, apenas a lembrança, a saudade
Que muitas vezes se esvaziam diante do presente
E tudo que parecia eterno vira pretérito, efêmero
Abrindo precedentes para novas sensações e expectativas
Que no futuro talvez se esvaeçam como no passado
E mais uma vez transforme tudo em simples recordações
por Márcio Guerra
03 Novembro 2009
10 Setembro 2009
Poesia bandida
"Vivos somos traídos
Presos somos esquecidos
Mortos só deixamos saudade"
"poesia" pichada no Rio Comprido, bairro da zona norte do Rio de Janeiro.
Presos somos esquecidos
Mortos só deixamos saudade"
"poesia" pichada no Rio Comprido, bairro da zona norte do Rio de Janeiro.
03 Agosto 2009
Gafieira no avenida
Quis vir ver você
E não te fazer sofrer
Quem disse que vivi por mim
Foi por você
Que eu sempre respirei
Minha intenção de vida
por Jorge Dupeixe e Lúcio Maia
E não te fazer sofrer
Quem disse que vivi por mim
Foi por você
Que eu sempre respirei
Minha intenção de vida
por Jorge Dupeixe e Lúcio Maia
13 Julho 2009
Abruptamente
abrupto (!)
de sopetão
como um tapa na cara
morte súbita
instantânea
como um choque
um curto-circuito
uma surpresa (!) um motivo (?)
súbito
no susto
muito puto
abruptamente
o fim (!)
por Márcio Guerra
de sopetão
como um tapa na cara
morte súbita
instantânea
como um choque
um curto-circuito
uma surpresa (!) um motivo (?)
súbito
no susto
muito puto
abruptamente
o fim (!)
por Márcio Guerra
11 Julho 2009
Me diga o que não foi legal
Senhora, me diga o que não foi legal
Dei pra você o que ganhei de outras
Isto tudo me parece muito natural.
Que seja, uma descontentaçao musical
As harmonias às vezes são outras
E distorcem o sentido original.
Por vez, meu sentido não seja o seu
Ficou sem sentido eu te dar mais explicação
E assim, presumindo você me classificou
Melhor fosse eu sair e ir embora
Voltar aqui outra hora
E a senhora me ter mais consideração
Melhor, fosse esperar que a senhora
Mande esta raiva simbora
Que esta história não merece tanta atenção, não
Não se maltrate por desconfiar
A vida termina senhora do recomeçar
Não esquente a cabeça
Se é pra ficar noiando
Esqueça.
por Fábio Trummer
04 Março 2009
O buraco do espelho
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí
pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some
a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve
já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora
por Arnaldo Antunes
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí
pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some
a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve
já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora
por Arnaldo Antunes
02 Março 2009
Ponto de vista
No ônibus você vê a cidade sempre de lado
Para ver a cidade de cima, só no avião
No metrô, vemos por baixo
Já no carro, uma cidade sempre engarrafada
A pé, você pode ter vários pontos de vista
Mas além de cansado, você corre o risco de ser assaltado.
por Márcio Guerra
Para ver a cidade de cima, só no avião
No metrô, vemos por baixo
Já no carro, uma cidade sempre engarrafada
A pé, você pode ter vários pontos de vista
Mas além de cansado, você corre o risco de ser assaltado.
por Márcio Guerra
Lembranças
Deu uma saudade da porra!
Assim, de repente, um monte de recordação...
Se ela tivesse por perto, largaria tudo pra tomar um chope.
Agora! Já!
Muita falta das conversas, da cumplicidade,
Do carinho, do amor e até das brigas
Amo! Muito! Sempre!
por Márcio Guerra
Assim, de repente, um monte de recordação...
Se ela tivesse por perto, largaria tudo pra tomar um chope.
Agora! Já!
Muita falta das conversas, da cumplicidade,
Do carinho, do amor e até das brigas
Amo! Muito! Sempre!
por Márcio Guerra
16 Fevereiro 2009
Freva aí, trava a perna aí...
Já apertaram o botão da folia
Terreno de alegoria maior
E as avenidas já fervendo suadas
Que gigante tentação enfeitada
E no meio do tudo
Seu pecado lhe encontra
Solto na buraqueira
Olinda-Recife
De ponte pula
Sobe e desce ladeira
Carnaval vem sempre
Vai tremer a terra
Pra tremer a terra
Carnaval vem sempre
Trechos de "Carnaval" por Jorge Du Peixe
Terreno de alegoria maior
E as avenidas já fervendo suadas
Que gigante tentação enfeitada
E no meio do tudo
Seu pecado lhe encontra
Solto na buraqueira
Olinda-Recife
De ponte pula
Sobe e desce ladeira
Carnaval vem sempre
Vai tremer a terra
Pra tremer a terra
Carnaval vem sempre
Trechos de "Carnaval" por Jorge Du Peixe
11 Fevereiro 2009
Rumo
aprumo o rumo
na direção oposta
seguindo a linha
trilhando o destino
no prumo, nos trilhos
aposta incerta
num certo caminho
na linha, aprumo
o rumo, a aposta, o destino
por Márcio Guerra
na direção oposta
seguindo a linha
trilhando o destino
no prumo, nos trilhos
aposta incerta
num certo caminho
na linha, aprumo
o rumo, a aposta, o destino
por Márcio Guerra
02 Janeiro 2009
O Amor
O encontro, a descoberta
Momento de intensa troca
Beijos, carícias, abraços
Cumplicidade e gozo
Amor recente e sem limites
Envolvimento completo
A vida resumida àquele instante
Nosso mundo confinado num pequeno quarto
Uma cama como morada eterna
Testemunha da entrega e do prazer
Corpos que se mostram por inteiro
Mãos que tocam a intimidade
Palavras, sensações, abraços
Sono compartilhado
Uma noite que não precisava acabar
Uma manhã que traz de volta à realidade
E sobram apenas recordações
Vestígios por todos os lados
Além do cheiro nos lençois
Fica a lembrança, a saudade
O amor
Momento de intensa troca
Beijos, carícias, abraços
Cumplicidade e gozo
Amor recente e sem limites
Envolvimento completo
A vida resumida àquele instante
Nosso mundo confinado num pequeno quarto
Uma cama como morada eterna
Testemunha da entrega e do prazer
Corpos que se mostram por inteiro
Mãos que tocam a intimidade
Palavras, sensações, abraços
Sono compartilhado
Uma noite que não precisava acabar
Uma manhã que traz de volta à realidade
E sobram apenas recordações
Vestígios por todos os lados
Além do cheiro nos lençois
Fica a lembrança, a saudade
O amor
por Márcio Guerra
29 Dezembro 2008
Recomeço
"Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar"
Feliz novo ano.
Texto em aspas por Frejat. Fragmento da canção "Amor pra Recomeçar".
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar"
Feliz novo ano.
Texto em aspas por Frejat. Fragmento da canção "Amor pra Recomeçar".
19 Dezembro 2008
Só o que me interessa
(...)
Às vezes é o instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto
E é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa meu relógio
Acalma minha pressa
Me dá sua palavra
Sussura em meu ouvido
Só o que me interessa
por Lenine
Às vezes é o instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto
E é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa meu relógio
Acalma minha pressa
Me dá sua palavra
Sussura em meu ouvido
Só o que me interessa
por Lenine
28 Outubro 2008
Sentimentos Perdidos
Ela continuou caminhando
Rua escura, neblina, sem companhia
Levava consigo apenas algumas recordações
Olhos vermelhos, choro contido, sentimentos perdidos
Vontade explícita de apagar as lembranças
Resquícios do que um dia pareceu para sempre
por Márcio Guerra
Rua escura, neblina, sem companhia
Levava consigo apenas algumas recordações
Olhos vermelhos, choro contido, sentimentos perdidos
Vontade explícita de apagar as lembranças
Resquícios do que um dia pareceu para sempre
por Márcio Guerra
22 Outubro 2008
DesEncontros
Na verdade, eles não buscavam a felicidade
O sentimento se esvaziou com tempo
Era apenas a necessidade de satisfazer seus desejos
por Márcio Guerra
O sentimento se esvaziou com tempo
Era apenas a necessidade de satisfazer seus desejos
por Márcio Guerra
01 Setembro 2008
27 Agosto 2008
Luzes
Acenda a lâmpada às seis horas da tarde
Acenda a luz dos lampiões
Inflame a chama dos salões
Fogos de línguas de dragões
Vagalumes
Numa nuvem de poeira de neon
Tudo claro
Tudo claro à noite, assim que é bom
A luz
Acesa na janela lá de casa
O fogo
O foco lá no beco e um farol
Essa noite
Essa noite vai ter sol
por Paulo Leminski
Acenda a luz dos lampiões
Inflame a chama dos salões
Fogos de línguas de dragões
Vagalumes
Numa nuvem de poeira de neon
Tudo claro
Tudo claro à noite, assim que é bom
A luz
Acesa na janela lá de casa
O fogo
O foco lá no beco e um farol
Essa noite
Essa noite vai ter sol
por Paulo Leminski
24 Maio 2008
Dona dos meus olhos
(...)
Cartazes te procurando
Aeronaves seguem pousando
Sem você desembarcar
Pra eu te dar amor nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora
(...)
E eu vou guiando
Eu te espero, vem...
Siga onde vão meus pés
Porque eu te sigo também.
E eu te amo!
E eu berro: Vem!
Grita que você me quer
Que eu vou gritar também!
(...)
E eu gosto dela
E ela gosta de mim
Eu penso nela
Será que isso não vai ter fim.
Fragmento da canção Luz dos OIhos por Nando Reis
Cartazes te procurando
Aeronaves seguem pousando
Sem você desembarcar
Pra eu te dar amor nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora
(...)
E eu vou guiando
Eu te espero, vem...
Siga onde vão meus pés
Porque eu te sigo também.
E eu te amo!
E eu berro: Vem!
Grita que você me quer
Que eu vou gritar também!
(...)
E eu gosto dela
E ela gosta de mim
Eu penso nela
Será que isso não vai ter fim.
Fragmento da canção Luz dos OIhos por Nando Reis
10 Abril 2008
Era uma sexta-feira, 03 de setembro de 2004
Essa semana recebi um presente! Uma recordação linda de um momento que gostaria de ter agora. Ninha, saudade das nossas conversas e de sua presença pertinho de mim, assim como em setembro de 2004.
"E ontem Sonic fez minha tarde mais feliz! Meio-dia em ponto, toca o meu celular...
- Ninha?
- Oi Sonic!
- Você vai fazer o que na hora do almoço?
- Vou almoçar com você!
- Eitaaaaa!!
No caminho, um atropelo de palavras, feitas às pressas, para que desse tempo de colocar a conversa em dia. Afinal de contas, temos que aproveitar, ainda mais por causa do pouco tempo que ele fica na cidade. Um almocinho delicioso, um momento extremamente agradável. Pena que foi corrido. Tinha que voltar pro trabalho. Mas, dessa vez, eu voltei mais leve, feliz. E como num gesto de cumplicidade, retornamos com Chico em nossos ouvidos..."
por Ninha. Publicado em seu em blog numa sexta-feira de um distante setembro de 2004.
"E ontem Sonic fez minha tarde mais feliz! Meio-dia em ponto, toca o meu celular...
- Ninha?
- Oi Sonic!
- Você vai fazer o que na hora do almoço?
- Vou almoçar com você!
- Eitaaaaa!!
No caminho, um atropelo de palavras, feitas às pressas, para que desse tempo de colocar a conversa em dia. Afinal de contas, temos que aproveitar, ainda mais por causa do pouco tempo que ele fica na cidade. Um almocinho delicioso, um momento extremamente agradável. Pena que foi corrido. Tinha que voltar pro trabalho. Mas, dessa vez, eu voltei mais leve, feliz. E como num gesto de cumplicidade, retornamos com Chico em nossos ouvidos..."
por Ninha. Publicado em seu em blog numa sexta-feira de um distante setembro de 2004.
22 Março 2008
Para não mais sair
Entrando nos eixos, ajustando-se, tomando forma. As linhas começam a ganhar forma e a figura toma ares mais aprazíveis.
O desenho parece, realmente, se aplicar definitivo como numa tatuagem.
O desenho parece, realmente, se aplicar definitivo como numa tatuagem.
10 Março 2008
Viver é isso mesmo
Escrevo em pé com a esperança que a tristeza se canse, assim como minhas pernas. O tamanho da saudade é inversamente proporcional ao tempo que estou longe. A experiência cresce junto com as possibilidades que se desenham com o passar dos dias, sempre acompanhada por essa tal de saudade. Lendo Sabino e Lispector, com Chico em back ground, a inspiração brota e os sentimentos se multiplicam por dez. Mudanças são necessárias e bem-vindas, mas nem por isso são recebidas facilmente. No começo – agora - estão cercadas por certa insegurança, desconfiança mesmo - natural e esperada. Sabia que seria assim! “Viver é isso mesmo, afinal ser feliz é fácil como fechar os olhos”.
Considerações: Estou em pé por limitações da mobília do quarto, apenas isso. As aspas são de Fernando Sabino.
Considerações: Estou em pé por limitações da mobília do quarto, apenas isso. As aspas são de Fernando Sabino.
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